sexta-feira, 4 de abril de 2008

Uma loja exclusiva de...nutrição desportiva!!!

Qual não foi o meu espanto, quando ao passear num centro comercial, me deparei com uma loja apenas dedicada à nutrição desportiva...


Ao ver tantos "frascos" na montra resolvi investigar o que é que se vende neste tipo de loja.


No site da loja, http://www.body-upgrade.com/, pude verificar que esta vende essencialmente produtos de suplementação, dentro de várias categorias.


Esta empresa possui até loja online!


Não queria deixar de esclarecer o que são suplementos alimentares...


Estes suplementos são produtos destinados a complementar a dieta normal, tanto em calorias, como também em proteínas, hidratos de carbono, gorduras, vitaminas, minerais e fibras, dependendo das necessidades de cada pessoa.


Eles visam atender as necessidades de atletas profissionais, praticantes de desporto e todas as pessoas que queiram complementar a sua dieta, para ganho de peso, massa muscular ou melhoria do seu estado de saúde em geral.


Os suplementos estão divididos nas seguintes categorias:

  • Repositores Energéticos


  • Hipercalóricos ou Compensadores


  • Hiperproteicos


  • Aminoácidos


  • Repositores Hidroelectrolíticos


  • Vitamínico-minerais

Não posso deixar de dizer que é preciso bastante cuidado no uso de suplementos alimentares, devendo este ser feito sob controlo de alguém especializado.


Não devemos também esquecer que os suplementos não substituem a dieta normal, eles participam como coadjuvantes para suprir as necessidades nutricionais de pessoas que não conseguem atingir o requerimento diário de nutrientes!



Este post serve essencialmente para mostrar que o comércio cada vez mais se direcciona para a Nutrição, talvez porque as pessoas cada vez mais se preocupam com a alimentação, saúde e qualidade de vida.

Aparecem, assim, lojas cada vez mais específicas das diversas áreas que compõem o mundo da NUTRIÇÃO!



Depuralina

Resolvi fazer este post devido às notícias que se têm ouvido a propósito da suspensão de um produto dietético muito usado...
A Depuralina é um dietético de venda livre apresentado no mercado como sendo um produto natural que ajuda a "expelir os resíduos do organismo", tendo um "alto conteúdo em fibras e de baixo teor calórico".

A depuralina não se trata de um medicamento, mas sim de um suplemento alimentar.



A venda do suplemento alimentar Depuralina foi suspensa terça-feira, na sequência da notificação de três casos de reacções adversas graves, que podem estar associados ao consumo do produto: episódios tóxicos graves a nível hepático e casos de alergias.

Identificada a situação pelos dispositivos de alerta e seguindo o princípio da precaução e por razões de protecção da saúde pública, foi determinada a suspensão imediata da comercialização do suplemento alimentar Depuralina, segundo um comunicado da Direcção-Geral da Saúde, Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED). O documento recomenda ainda que os consumidores do suplemento suspendam o seu consumo e, caso apresentem qualquer alteração do seu estado de saúde, consultem de imediato um médico.
O produto está à venda em Portugal desde Janeiro, tendo-se registado a comercialização de mais de 154 latas do suplemento alimentar, pelo que os responsáveis da empresa produtora afastam um cenário de intoxicação de um determinado lote.
Portugal alertou as autoridades espanholas acerca desta suspensão. No entanto, em Espanha, o produto continua a ser vendido, tanto online como em lojas de produtos naturais, tendo a suspensão imposta em Portugal merecido pouco destaque na imprensa espanhola. As poucas referências noticiam que a empresa espanhola responsável pela distribuição do produto ameaçou processar as autoridades portuguesas, procurando actualmente demonstrar a segurança do produto.
Fonte: Lusa

terça-feira, 1 de abril de 2008

Comunicar sobre a nossa alimentação... Interessante, curioso, necessário... Mas porquê?

A questão foi lançada há já umas semanas, numa teórica de Comunicação e, se é isso que acabámos por fazer no nosso blog, vamos explorá-la.
Primeiro, sabemos que a nossa alimentação mais do que estar relacionada com muitas subpartes do “nós”, é influenciada pelas mesmas. E estas subpartes vão muito além do sabor ou do conhecimento do valor nutritivo dos alimentos. Mais precisamente...

Os nossos antecedentes culturais, por exemplo, podem fazer com que um alimento que é aceitável em determinado país seja recusado noutros (exemplo: “a carne de cavalo é consumida naturalmente em França, o que não acontece no Reino Unido, onde esse animal é muito estimado”).


Também as convicções políticas podem alterar os nossos hábitos alimentares, e deste modo ser mais um motivo para dialogar sobre alimentos (exemplo: “Os baixos salários dos vindimadores na costa ocidental dos Estados Unidos, incitou Carlos Chavez a liderar com sucesso um embargo contra as uvas da Califórnia durante os anos de 1960).


Os fabricantes de produtos alimentares e bebidas utilizam frequentemente meios subtis para persuadir as pessoas a escolher os seus produtos – pois estes são mais uns a viver quase que directamente em função da alimentação. (Exemplo: quando vemos um filme ou um programa de televisão em que uma das personagens tem na mão determinado alimento ou determinada bebida, sabemos que é pouco provável que ela se encontre ali por acaso e que, por detrás disso estará provavelmente uma empresa que pagou uma enorme quantia para tal, com o objectivo de que essa imagem influencie a escolha de quem viu).



Já para não falar no papel que a comida desempenha em muitos dos rituais da sociedade (exemplo: os doces estão associados a conforto e segurança, sendo geralmente oferecidos a amigos e parentes como sinal de afecto; o peru assado é comido no dia de Natal em Portugal e no Dia de Acção de Graças nos Estados Unidos; um outro exemplo é o bolo da noiva que é o ponto central de quase todas as festas de casamento).


O nosso gosto pessoal e a discussão das características nutricionais dos alimentos (sobretudo pela sua tão estreita ligação com a nossa saúde, cada vez mais alvo de debate) têm de facto grande peso na necessidade de comunicar sobre o que comemos, mas é pertinente – e até cativante - ter em mente também as outra áreas que se misturam, chegando por vezes a haver sobreposições. (Tentaramos mais à frente alongar alguns destes subtemas)


E em ti, qual o factor com maior influência?